Lula está bem. Lula não está foragido. Defesa negoceia entrega na 2ªfeira

Num fim de tarde de sexta-feira marcado por uma grande agitação em todo o Brasil, os olhos estão postos na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Paulo, onde o ex-presidente Lula da Silva se encontra.

Falhado o prazo para voluntariamente se apresentar à polícia – falhados os dois pedidos de habeas corpus apresentados – os media brasileiros adiantam que a Polícia Federal foi avisada por interlocutores de Lula da Silva que este não resistirá à prisão, mas não pretende sair do sindicato para ir à sede da polícia. O que significa, na prática, que a confirmar-se esta informação os polícias terão de o ir buscar.

Num país dividido, o ex-presidente tem sido pressionado pelos movimentos de esquerda para não se entregar e o local onde se encontra está cercado por militantes.

Adianta também a Folha de São Paulo que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) interditou dois troços da estrada Francisco Alves Negrão, em Itaberá, na tarde desta sexta-feira com uma manifestação contra a prisão do ex-presidente Lula que paralisou o trânsito de veículos nos quilómetros 314 e 258.

Segundo João Paulo Rodrigues, do MST, 80 estradas foram bloqueadas pelo movimento em todas as capitais do país. Afirmou também que Lula da Silva está “super bem” e que os boatos da internet não são reais e gritou “ocupar e resistir”.

A Folha de São Paulo adianta ainda que a família do ex-presidente quer que ele se entregue à Policia Federal. Segundo os familiares de Lula, a resistência pode prejudicar pedidos futuros.

Num clima de grande impasse e alguma tensão, mantém-se as negociações dos termos de prisão, sendo os cenários mais plausíveis a entrega  no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde está desde a noite de quinta-feira, ou então a opção de Lula se dirigir ao seu apartamento, em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e aguardar que os agentes da Polícia Federal o prendam nesse local.

Segundo a Folha,”a cúpula do PT e de partidos aliados, como PSOL e PC do B, são contrários às negociações. Pretendem que o ex-presidente ofereça uma espécie de “resistência pacífica””. O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, afirmou a resistência pacífica junto do sindicato era a melhor resposta, considerando que o juiz Sergio Moro “será vencido pelo cansaço” face da resistência do povo.

À porta do sindicato, sucedem-se intervenções intervaladas por gritos de ordem e pela entoação de músicas populares.

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